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Insensatez de Menta e Chocolate

Insensatez de Menta e Chocolate

Já agora, vale a pena pensar nisto?

- Era uma vez uma pessoa cheia de ideias ...
- Ah, um idiota?
- Não. Era uma vez uma pessoa mesmo parva ...
- Pois, um idiota?
- Também não. Era uma vez uma pessoa que não queria exercer o seu direito de voto ...
- Porquê?
- Porque era um idiota.

Sim, a palavra "idiota" de hoje é a evolução da expressão da Grécia Antiga para uma pessoa que queria ser alheia às questões e à participação políticas, na altura isso era mal visto e a palavra manteve-se, ganhando o significado que tem hoje.

 

- E o idiota sou eu?

- Isso depende das tuas ideias.

 

 

Nós é que sabemos

Aviso: este post pode conter publicidade que é grátis (ainda assim se alguém quiser agradecer, poderão sempre contactar-me).

 

Sou só eu que acho que o nome para além de dar slogans muitos originais e filosóficos, sem acento lê-se "nus" e não nós? 

 

Podiam ter deixado mesmo o nome com "u" assim tinham pelo menos o apoio dos nudistas.

 

E escusavam de gastar tinta no castanho tigresa da roupa da moça que está a tapar a reitoria, acho que cor de pele era optimus. 

 

 

Contracapa onde há argumentos

Sabem aquele livro de capa dura que está na estante? Alguma vez pegaram nele para ler a contracapa?

 

Lá está, não a tem.

 

A palavra spoiler, que procurei traduzir mas não consegui, não é mais do que uma referência ao conteúdo das obras que pode retirar o prazer da surpresa (como abrir o ovo da Páscoa antes da Páscoa).

 

Na leitura isso também me acontece com contracapas, fico sempre à espera daquele "súbito instante em que tudo mudou", do "rapaz misterioso" ou "do segredo que ninguém esperava" (talvez as frases das contracapas que não li sejam melhorzinhas mas não as li, quando o fiz levaram o sal da história).

 

Prefiro não pensar no que este livro me dirá, porque como dizia Agostinho da Silva também "Não faço planos para vida, para não estragar os planos que a vida tem para mim."

 

 PS: Capicua sei que a "casa no campo" é que fala na contracapa, é uma música bonita mas prefiro esta letra.

Memórias de uma aldeã

Perguntaram-me há uns dias se preferia viver na cidade ou na minha aldeia.

 

A minha resposta foi rápida: na cidade.

 

No entanto, a minha questão não passa por achar que uma aldeia é o fim do mundo no meio dos montes, que todas as pessoas têm ovelhas, não tomam banho e a inteligência é uma coisa que não lhes assiste.

 

É certo que as pessoas na aldeia demonstram mais querer saber a vida umas das outras, mas lá que se tenha arranjado uma forma de controlar o que se transmite, quem passeia pelo Facebook também de certo quer saber.

 

Uma aldeia não é sempre a paz, não é sempre a calma, nem todas as pessoas são amigas mesmo que se cumprimentem sempre, e há pessoas tão más ou tão boas e tão burras ou tão inteligentes como nas cidades, como seria de esperar, e quem pense o contrário é apenas limitado.

 

Simplesmente em muitas delas a vida é vista de outro ponto de vista, que não está descrito nos rótulos das embalagens nem se aprende em filosofia, para o bem e para o mal. 

 

Prefiro por agora viver na cidade porque tenho mais oportunidades para a aproveitar com o que ter crescido numa aldeia me ensinou sobre lidar com pessoas e como o mundo funciona, só é pena os pinhões aqui não serem grátis.

 

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