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Insensatez de Menta e Chocolate

Insensatez de Menta e Chocolate

Contracapa onde há argumentos

Sabem aquele livro de capa dura que está na estante? Alguma vez pegaram nele para ler a contracapa?

 

Lá está, não a tem.

 

A palavra spoiler, que procurei traduzir mas não consegui, não é mais do que uma referência ao conteúdo das obras que pode retirar o prazer da surpresa (como abrir o ovo da Páscoa antes da Páscoa).

 

Na leitura isso também me acontece com contracapas, fico sempre à espera daquele "súbito instante em que tudo mudou", do "rapaz misterioso" ou "do segredo que ninguém esperava" (talvez as frases das contracapas que não li sejam melhorzinhas mas não as li, quando o fiz levaram o sal da história).

 

Prefiro não pensar no que este livro me dirá, porque como dizia Agostinho da Silva também "Não faço planos para vida, para não estragar os planos que a vida tem para mim."

 

 PS: Capicua sei que a "casa no campo" é que fala na contracapa, é uma música bonita mas prefiro esta letra.

A lenda da carruagem

O que distingue as coisas na minha memória são os pormenores e não o seu conteúdo principal, e é por isso que eu me perco a contar histórias e "pronto Rita, já percebemos que leu o livro".

 

Vai daí, se pretendem ter um bom resumo geral ou alguma surpresa com a obra em causa, cujo título original é "Karjolsteinen", não vos recomendo que continuem a ler isto.

 

Mas vou tentar ser breve:

 

Era uma vez um irmão que passou numa feira do livro (daquelas que há agora muitas vezes nos centros comerciais) e sabendo que a sua irmã iria parar por lá e procurar um, ele fez o mesmo, e escolheu o que lhe pareceu mais interessante.

 

- Olha comprei-te este livro por 1€, era o melhorzinho que lá estava e acho que se fosses tu também terias escolhido esse.

 

- Ah, obrigada. Duvido, mas por pior que seja aprende-se sempre alguma coisa. (Dito com cara de que foi uma atitude simpática, mas que ele nunca iria acertar nos seus gostos, crença que qualquer "código dos irmãos" explica.)

 

Assim passado algum tempo e terminados todos os seus livros pendentes, deu-lhe uma oportunidade e foi o seu livro preferido de 2013.

 

Porquê?

 

A história é sobre dois homens que se cruzam: um escritor socialista e um ex-padre luterano.

 

Os temas das vidas deles são o medo, a traição, a fé, a doença e a morte.

 

Um deles encontra um sentido quando tem a melhor semana da sua vida, que coincide com a última da sua mulher, e lhe preenche a alma, permanecendo num estado de felicidade e paz até ao fim dos seus dias.

 

O escritor está confuso, sente falta de inspiração para escrever e conhece a história do outro homem, mas quando regressa à sua vida, deseja apenas que "não me tirem esta inquietação".

 

E foi por isso que eu gostei do livro, porque fala sobre problemas comuns e não é um "guru" do otimismo e paz espiritual para nos fazer acreditar que não os teremos, deixando a mensagem de que é esse estado de incerteza que nos move.

 

Será que a Líbris encontrou o amor outra vez?

"Ex-líbris" é uma expressão latina que significa literalmente "dos livros" e é utilizada no contexto do seu significado para indicar o dono do livro. 

 

Sendo um livro uma obra artística de outro autor, o "ex-líbris" é uma figura que se colocava geralmente no verso da capa para indicar a quem pertence.

 

Tal indicação era feita através de uma imagem, porque assinar uma obra alheia poderia levar alguém a fazer-se passar pelo autor dela.

 

Nenhum dos meus livros tem o meu "ex-líbris", mas se eu soubesse desenhar, era mulher para isso.

 

Isto não é reclamar, nem criticar é só um "já agora vale a pena pensar nisto".

 

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